Uma das primeiras coisas que percebemos com a chegada da pandemia de Covid-19 foi o tempo excessivo que passamos nas redes sociais, seja para trabalho, estudo ou simplesmente para socializar e escapar do tédio. As empresas digitais Hootsuite e We Are Social criaram um Relatório Digital de 2021, que indica que os usuários passam cerca de 7 horas por dia online, o que se traduz em mais de 48 horas por semana.
O doomscrolling refere-se ao ato de consumir informações em grandes quantidades, sem distinguir entre notícias positivas e negativas. Após a pandemia, o mundo buscou informações em primeira mão e quis se manter o mais atualizado possível. Um dos sintomas é a privação de sono ou a incapacidade de dormir devido ao consumo excessivo de notícias, informações, etc.
Isso geralmente acontece em plataformas que não mensuram o consumo de informações e incentivam a rolagem infinita, como TikTok, Instagram, Twitter, Facebook, etc., que parecem nunca terminar em suas telas principais. O efeito disso nas pessoas se manifesta em alterações de humor, privação de sono, negatividade, irritabilidade, entre outros.
O que preocupa psicólogos e neurologistas é que não existe cura ou solução eficaz para acabar com o hábito de rolar a tela sem parar em busca de notícias negativas. Um estudo realizado no Reino Unido, especificamente na Universidade de Essex, apresentou resultados sobre o humor dos usuários nessas plataformas e determinou que apenas dois minutos rolando a tela sem parar em busca de notícias negativas nas redes sociais afetam negativamente o humor.
As soluções propostas para conter esse tipo de atividade tóxica online incluem criar uma rotina de bons hábitos que se adaptem razoavelmente ao nosso ritmo. Também envolve se reconectar socialmente com outras pessoas e tentar se desconectar da internet. E, acima de tudo, estar atento ao tempo online e estabelecer limites.
Outra dica importante é selecionar as informações que você consome, sejam elas negativas ou positivas. Por fim, desconectar-se com uma caminhada, praticar esportes ou ir ao parque são atitudes compensatórias que ajudam a esquecer a virtualidade e o temido hábito de rolar a tela sem parar.
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